Professora da PUC ironiza passageiro de avião e vira piada no Facebook

Professora da PUC ironiza passageiro de avião e vira piada no Facebook

Depois do episódio envolvendo a professora de letras da PUC Rosa Marina Meyer, não me contive, e resolvi fazer esse post.

A Professora Rosa Marina Meyer é um excelente exemplo da discriminação velada que existe sobre a ascensão da classe C a serviços, ou propriedades antes apenas tangíveis pelos mais abastados. O status sempre permeou o nosso Ego, criando padrões que usamos para criar posição de superioridade a uma parcela da sociedade.

Alguns anos atrás (mais ou menos na década de noventa), o celular era utilizando como esse simbolo de status. Isso inconscientemente ou não era usado como uma armadilha egóica para nos colocar sempre em uma situação superior. A sociedade também fez isso com o carro e a possibilidade de locomoção por vias aéreas.

Com a conquista da classe C a um outro padrão de consumo, e os financiamentos favorecendo o acesso ao mercado automobilistico e aéreo, afloraram-se as distorções de Ego em que alguns mantiam seus padrões de vida. Daí surgiram aberrações como a do Jornalista Luís Carlos Prates, que mostra em rede de televisão o seu descontentamento com a ascensão da classe C a certos bens de consumo como o carro. Boris Casoi também foi vítima de seu Ego, a tecer comentário pejorativos a garis que o saldaram no Natal de 2011, esse ai alimenta seu Ego baseado na sua formação acadêmica.

Muitos de nos caímos nas ciladas de nosso Ego, e quanto maior ele for, mais temos que alimenta-lo para suprimos nossas necessidades de estarmos em posição superior.

Professora da PUC ironiza passageiro de avião e vira piada no Facebook

Assim o fez a infeliz professora da PUC Rosa Marina Meyer, ao ousar bater foto de um estranho em um café de aeroporto e disponibilizar sua imagem com o único intuito de denegri-la para os “amigos” que estão na mesma frequência de Ego. As palavras são duras, e o preconceito e visível a cada novo comentário que tecia a respeito de seu parceiro de viagem. Suas desculpas não consertaram o vaso quebrado, assim como ficaram óbvias que foram feitas na intensão de sessar ou minimizar o desconforto de sua exposição negativa na mídia.

E de admirar que uma professora de letras de uma tão renomada instituição de ensino não tenha noção do peso das palavras. Por isso pense muito bem antes de falar, pois as palavras que proferimos são o espelho da alma. E no caso de Rosa Marina Meyer, diga-se de passagem, uma alma muito medíocre e mesquinha.

Nada mais natural em um país tropical, onde estamos chegando a casa dos 45 graus de temperatura, que usemos trajes mais despojados. Imagine o que ela diria de Cristo se depara-se com ele circulando por aqueles corredores do Santos Dumont, de pés descalços e com seus alfarrábios.

Tem estado tão quente mais tão quente, que a instituição dos correios mudaram seus uniformes mais de acordo com os padrões tropicais. Até mesmo os advogados do auto de suas becas, tem reivindicado mudanças para trajes mais amenos para a OAB.

Esse episódio me remeteu a um vídeo exatamente sobre a campanha sobre o racismo, vale a pena conferir.

Professora da PUC ironiza passageiro de avião e vira piada no Facebook

Acredito que a vítima desse nefasto episódio deva reivindicar pelo uso indevido de sua imagem e os danos morais causados por essa exposição. Só assim, seremos capazes de darmos limite ao nosso Ego. E sinto por esse nosso companheiro ter viajado ao lado de uma pessoa tão desprezível.

Para refletir:

Se você acha que é mais espiritual andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.

Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”.

Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego.

Mooji

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