Intervenção cirúrgica e seus riscos

Intervenção cirúrgica e seus riscos

Como já dizia meu pai que tem formação médica, não existe nenhum tipo de intervenção cirúrgica que seja isenta de riscos. Por mais que alguém algum dia tenha dito a você o contrário, qualquer intervenção cirúrgica terá um grau de risco. Mesmo que baixo, ele sempre existirá.

Não é a toa que os hospitais se preservam desse risco, fazendo com que o paciente esteja ciente e concorde por escrito com o ato cirúrgico. Quando o paciente não tem condições de fazer essa chancela, quem faz e a família.

Por isso mesmo ele sempre me disse; – se é possível evitar a cirurgia, que seja escolhida a opção de menor risco e benefícios para o paciente.

O corpo humano não foi feito para intervenção cirúrgica, ela deve sempre ser aplicada em último caso. Quando sua ação será mais indicada para melhorar a qualidade de vida do paciente ou longevidade. Fora isso se puder ser evitada, evita-se.

Um exemplo clássico que me vem a memória, são as cirurgias de adenoide que causam apneia obstrutiva do sono. Hoje em dia ela está sendo substituída pelo uso do CPAP (continuous positive airway pressure ou em bom português pressão positiva contínua). Aparelho que evita a apneia e necessidade de cirurgia.

Intervenção cirúrgica e seus riscos

Entrando no caso de Linda Perez, uma menina linda que ao 19 anos teve sua vida drasticamente mudada em função da vaidade humana. Linda Perez se submeteu a uma cirurgia plastica para aumentar os seios, e uma hora depois do procedimento entrou em coma. Apôs seis meses de coma, seus sinais vitais voltaram, mas junto com eles um novo mundo surgiu. O coma gerou danos cerebrais e por ter ficado seis meses em um leito de hospital, teve seu peso reduzido drasticamente.

O renomado cirurgião Plástico Jacob, alega que Linda Perez escondeu dele que tinha complicações no uso de anestesias. Isso é uma afirmação que ele terá que provar em juízo. Alegação de inocência é um direito de todos, até mesmo dos culpados. Pois todos nos somos inocentes até que se prove o contrário.

Mas como a cirurgia de Linda Perez não era uma cirurgia de emergência, que poderia definir sobre sua vida ou morte, o mínimo que se poderia esperar era que ela fosse submetida a testes alérgicos sobre os remédios que seriam ministrados em sua cirurgia.

Por mais que Linda Perez tenha declarado por escrito não ter nenhuma reação alérgica a nenhum medicamento, pode ser que ela desconhece-se sobre sua própria alergia a anestesia. O que notoriamente seria feito por qualquer paciente que jamais tenha sofrido intervenção cirúrgica.

Intervenção cirúrgica e seus riscos

Não há como saber se você tem alergia a algum medicamento, se você jamais o ingeriu. A não ser que você faça algum teste alérgico específico.

Também não acredito que Linda Perez, tinha consciência sobre sua alergia e a omitiu do médico. O que não o isenta de sua responsabilidade segundo minha opinião.

Mas o tema que despertou minha atenção e levou a fazer esse post, tem uma abordagem um pouco mais ampla que o fato em si. O que leva uma linda garota em tenra idade a se submeter aos caprichos da vaidade? Porque estamos sempre insatisfeitos com o que temos? O que leva um cirurgião plástico, a querer fazer esse tipo de intervenção em pessoas tão jovens?

Para essa última pergunta eu já sei até a resposta! Mas os caprichos da vaidade em nossos jovens devem ser aparados pelo núcleo familiar. Acredito que famílias sadias, que não se deixaram influenciar por um mundo que mais valoriza o ter, que o ser, não cairão nessa armadilha.

Meu psicólogo uma vez me disse que precisamos aprender a conviver com nossas imperfeições. E talvez esse seja um dos maiores desafios de nossas vidas, aprendermos que não somos perfeitos.

Na via sacra da vida, tão cedo passa tudo quanto passa! Beleza, alegria e prazer.

Intervenção cirúrgica e seus riscos

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