A casa sobre o rochedo em Narragansett

O blog www.rusmea.com, publicou um artigo que me despertou interesse. Com o título “A casa sobre o rochedo em Narragansett”, exibi a forma excêntrica de vida da família Wharton, que a construiu em 1905. A casa é uma verdadeira mansão construída sobre rochedos e isolada da costa.

O meu interesse sobre a casa sobre o rochedo em Narragansett, veio de impeto, por traduzir de forma material, uma tendência que sempre tive em minha vida de viver de forma isolada. Diferente para alguns que gostam de estar cercados de pessoas e em grande centros urbanos, existem aqueles que adoram estar em situação completamente oposta a primeira.

A casa sobre o rochedo em Narragansett se traduz para mim como um objeto de consumo. Pois é assim que o homem é; uma ilha. Apesar de existir opiniões contrárias como próprio John Donne definiu:

A casa sobre o rochedo em Narragansett

Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.

John Donne – Século 17

penso, logo existo

René Descartes

existo, logo penso

Friedrich Nietzsche

Todo o homem é uma ilha

José Saramago

Fiquei pensando nessas visões e concluí que depois que Albert Einstein criou a teoria da relatividade, tudo é possível, vai depender do ponto de vista em que cada consciência se encontra, ou em qual casa sobre o rochedo você está.

“Se não sais de ti, não chegas a saber quem és”; assim justificou José Saramago, apôs sua definição do homem.

A vida nos exige demais é preciso sair de nós mesmos, deixando nosso epicentro material. Sair da órbita comum é o primeiro passo para nos livrarmos dessa lógica de tudo que é ordinário. Nosso calvário de emoções, que nos aprisionam em prisões sociais que nos levam a autoincompletude.

Devemos fazer igual ao poeta Candeia, que expressou de forma singular o valor da solidão. Onde é precioso o isolamento de nós mesmos e não de ninguém. Viver em uma ilha física, não é necessariamente um isolamento da multidão. Pois podemos estar no meio da multidão e estarmos isolados em uma terrível solidão.

Por isso, viver na casa sobre o rochedo em Narragansett, pode ser simplesmente um lugar onde possamos ir para nos encontrar.

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

A casa do rochedo em Narragansett

Henry Wood, dono atual da casa, e arquiteto aposentado, vive nela desde 1961. Hoje aos 86 anos de idade, Henry Wood conta que adquiriu a propriedade junto com sua primeira esposa. Na época de sua aquisição, Wood relata que a casa estava em um estado péssimo, e por isso chegou a se arrepender do negócio em um primeiro momento.

Na época da aquisição os proprietários chegaram a pedir 5.000 dólares por ela, mas em virtude de suas atuais condições, fecharam negócio por apenas 3.500 (valor considerado alto para época).

A casa estava a mais de duas décadas vazia, e suas 65 janelas estavam completamente quebradas com o telhado completamente aberto. Apesar de seu estado deplorável, nem mesmo o furacão de 1938 conseguiu destruir a mansão.

A construção da fortaleza teve início quando Lovering Wharton, nascido na Filadelfia e cansado da vida em sociedade, resolveu partir para uma vida reservada de intimidade e solidão.

Apesar do ceticismo dos vizinhos da baía, dizendo que ele não duraria nem uma temporada. Wharton viveu nela até sua morte em 1941.

A casa sobre o rochedo em Narragansett

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