Onipotência e Prepotência, a prova que a imaturidade existe

Onipotência e Prepotência, a prova que a imaturidade existe

Quando dissertamos sobre Deus e Ateus, é como falar de água e óleo, são duas posições completamente antagônicas que não se misturam. Ambos tem argumentos sustentáveis perante seus seguidores. Enquanto Ateus gostam de se basear em fatos e teorias para seus embasamentos, os Cristões se baseiam na onipotência, onipresença, oniciência e (do Latim fides, fidelidade e do Grego πίστη pistia1 ), que é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão.

Entretanto quando o homem fala de Deus e sua Onipotência, sempre incorre no mesmo erro. Pois fala de Deus com ações e comportamentos humanos, com padrões de comportamentos que são ditados por determinados grupos sociais. Como mais ou menos as leis que regem uma sociedade. Cada país, sociedade, grupo ou comunidade, cria suas próprias leis de conduta perante a vida. E sobre essa égide cada grupo coexiste dentro de suas crenças e valores.

Mas não estamos falando aqui de religião, que é considerado pelos Ateus, como a grande máquina de manipulação da humanidade. O assunto que desejo colocar em debate, não tem nada a ver com religião. Mas tem tudo a ver com o Criador. Se para toda criatura existe um criador, quem é nosso criador? Necessariamente esse criador deveria possuir os adjetivos da onipotência, onipresença, onisciência e prepotência? Ops, esse último adjetivo o coloquei de propósito, pois todos eles são definições humanas.

Convido você a refletir comigo. Quando o homem está em busca de vida em algum planeta, ou mesmo, na época de nossas colonizações. Qualquer sinal de manipulação de matéria prima, seria um sinal de vida e que alguém ou alguma coisa a construiu.

Se o homem descobri-se qualquer objeto em Marte como uma roda, copo, caneta etc. Seria uma prova cabal de que existe ou existiu vida em Marte, concluiria qualquer cientista, cristão, judeu e budista. Mas o que nos levaria a essa conclusão? Só a presença de vida inteligente seria capaz de manipular a matéria prima! E uma conclusão lógica, diriam cientistas, cristãos, judeus e budistas.

Se só a existência de um criador é capaz de justificar a existência de um pendrive em qualquer parte do Universo, então quem justifica a existência da vida, que é a maior prova de manipulação da matéria prima que todos nos temos conhecimento? A vida e os seres vivos são a prova cabal da existência de um criador! Como pode existir um robô, se nenhum cientista criá-lo? Como pode existir um ser vivo, qualquer que seja, por mais insignificante que possa ser sua existência sob nosso ponto de vista, se não existir um criador por traz disso tudo?

Agora o problema começa, quando tentamos humanizar o criador! Trazem para suas convicções religiosas um criador que deveria se comportar como um pai, que favorece o bom filho e castiga o filho desobediente. Que tenha super poderes como onipotência, onisciência e onipresença. Você já parou para pensar que talvez não tenhamos condições de tentar entender o criador, tamanha a desproporção de grandeza entre criador e criatura?

É mais ou menos como tentar explicar o infinito! Você teria condições de me explicar o que é o infinito? E aqui não estou pedindo uma simples explicação física sobre o assunto, pois essa eu já sei. O infinito é tudo aquilo que não tem início e nem fim. A ciência dá uma definição subjetiva para o infinito. Mas me defina o infinito de forma bem objetiva e prática e talvez você estará começando a entender a complexidade que é definir a existência do criador, sem cairmos na armadilha de tentar humaniza-lo.

O filme abaixo, Quem somos nós nos mostra exatamente o momento onde ciência e religião comungam da mesma opinião.

Para botar mais fermento nesse bolo de controvérsias, gostaria de dizer que atualmente a comunidade científica tenta entender a “Partícula de Deus“, definição genérica que também é aceita por alguns da comunidade científica ou Bóson de Higgs, definição cientifica sobre essa partícula.

Se o universo for a resposta. O que é a pergunta?

O homem com seu poder manipulador, transformou a religião em um dos pilares de sustentação do poder e manipulação das massas. Mas não podemos usar as instituições e as crenças para anular a existência de um criador, já que elas foram criadas pelo próprio homem junto com suas próprias imperfeições e limitações.

Quando mais novo também pensava como o Gabriel do vídeo abaixo, mas ao longo de alguma experiência de vida, percebi que essa era uma forma muito comoda para enganar minha sede de conhecimento. Não podemos empregar o significado de onipotência, sob a perspectiva humana. Pois assim estaremos criando um falso argumento para justificar a sua não existência.

Gostaria que o Gabriel Cesar de Andrade definisse o infinito com a mesma capacidade lógica que teve para justificar a não existência do criador se baseando apenas em adjetivos como a Onipotência. Ou podemos ser mais específicos e tentar definir a finitude do Universo. Ops, ai complicou, pois é mais fácil dizer que o Universo é infinito que finito. Pois como seria o seu fim? Uma parede de concreto cercando todo o Universo? Mais mesmo assim não teria fim, pois atrás dessa parede também existira alguma coisa. Pois é, dizer que o Universo é infinito é muito mais cômodo, perante nossa incapacidade de analisa-lo, assim como dizer que o criador não existe pelo simples fato de poder anular sua Onipotência.

Mas fique tranquilo Gabriel, pois todas essas argumentações aqui, são meras especulações de uma criatura que é completamente incapaz de definir o seu criador 😉

Onipotência e Prepotência, a prova que a imaturidade existe

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